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Crianças

Quando procurar tratamento para a criança?

Muita gente suspira pela infância dizendo ser a melhor das épocas, onde não há problemas a se preocupar, não há responsabilidades, etc.

Mas, não é bem assim. A infância é o período em que as transformações são constantes e os impasses também. Crescer não é tarefa fácil, uma vez que implica em ser um pouco mais independente a cada dia que passa. Todos os dias ela é confrontada com uma perda: trocar os dentes, entrar para a escola, aprender a ir sozinho ao banheiro, passar momentos longe da mãe e do pai... Tudo isso são pequenos (e grandes) desafios cotidianos que as crianças devem enfrentar e ultrapassar. Ou seja, separar-se do outro para construir a própria autonomia é um caminho que se trilha na infância, não sem questões e sem impasses.

Além do mais, no romance familiar, os filhos ocupam uma posição e respondem a algo que nem a família se dá conta. É por isso que em alguns momentos, a criança encontra defesas para os 'perigos' da vida, que muitas vezes são mais um sofrimento que uma solução. Isso porque esses arranjos criados por ela diante de qualquer perda (mesmo as imaginárias), são soluções que lhe custam caro, que provocam um mal estar físico e emocional. Sendo assim, qual é a mensagem que a criança precisa transmitir (e que devemos ler) através do seu sintoma?

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Quando procurar tratamento para a criança?

A criança dificilmente terá recursos para dizer que está sofrendo por alguma questão seja em casa, na escola ou mesmo por algum conflito interno. Sendo assim, ela endereça suas questões através de seu sintoma. Desde muito pequenas, as crianças podem apresentar conflitos que precisam ser "lidos" de forma profissional. As respostas diante da angústia podem aparecer sob a forma, por exemplo de: reter as fezes, parar de comer ou comer compulsivamente, agressividade, passividade, dificuldades escolares, enurese, fobias, etc.

Como funciona o tratamento?

O tratamento precisará da participação e acompanhamento dos pais que, nas primeiras entrevistas, irão relatar a história e o conflito de sua criança. A partir de então, a criança irá nos mostrar à sua maneira (seja através de brincadeiras, conversa, jogos) o que está presente e urgente em sua angústia. A clínica psicanalítica aposta no espaço que a criança pode ter para expressar e endereçar seu impasse tentando dar um outro destino, menos custoso para o sofrimento. Que ela possa aceitar as perdas (inevitáveis) para então, liberar sua energia para brincar e crescer.